Sobre o Porta dos Fundos e o Especial de Natal

*Claudinei Araújo dos Santos


Recentemente assistimos a uma bela aula de filosofia contemporânea, na qual o programa humorístico Porta dos fundos nos apresenta o homem Jesus Cristo de Nazaré sendo aquele jovem que os pais escolheram o seu futuro. Uma imagem de Jesus Cristo bem Nietzschiano que teria escolhido viver sua personalidade, sua vida social, bem como sua e sua orientação sexual, (no sentido de orientar os seus desejos e as suas subjetividades para um tipo de vida que contemple um determinado tipo de identidade).

Em sua obra clássica “Genealogia da Moral”, o filosofo alemão Friedrich Nietzsche revela o que seria a moral, “conjunto de regras, normas e valores criados para servir como farol ao rebanho social”, aqueles devem seguir uma luz, uma construção frente ao mar em forma de torre, que servirá sempre como guia a chegar em determinado lugar.

Diante dessa constatação analisamos que o “Porta dos Fundos”, não estaria desdenhando de Jesus Cristo e/ou dos Cristãos, muito menos do Cristianismo, mas lhe convidando a pensar filosoficamente que boa parte das coisas que fazemos, certamente é pelo fato do que nos foram ensinados a fazer, e o que não fazemos, também é pelo fato de terem nos ensinado a não fazer.

Quando temos a oportunidade de pensar, é importante sairmos de nossa caverna, da qual falou o filósofo grego Platão, nossa clausura pensante e de intelecto para vermos além do que histórica e socialmente os chamados gurus, mitos e líderes nos mostram e nos ensinam, essa é a maior lição deixada por Nietzsche.

Nesse sentido, vou um pouco além: "Que José". !!! O Cara foi top. É José como pode, deixou de casar com Débora ou com Sara, para casar-se com Maria. De quem ela estava grávida? Quem seria o pai daquela criança que estava no ventre da jovem Maria? Com apenas quinze anos de idade e grávida. Que homem aquele José. Que cara top - homem de respeito. Pera aí, Maria: "Eu te assumo e assumo seu filho também. Será nosso filho". José você foi demais - comprou certamente o grande desconforto para seus dias enquanto homem, obviamente durante um bom tempo falaram: - Lá vai o cara que assumiu o filho de outro, isso nos mostra que a vida e as atitudes do outro, muitas vezes é mais importante de que a nossa, ou seja, nos preocupamos demais com atitudes tomadas pelo outro. Ahhh José - pra você eu tiro o chapéu.

Considerando, finalmente, um breve final que não tem fim, espero que aprendamos principalmente neste fim de ano e início do vindouro que a vida é válida para ser vivida, Jesus do “Portas do Fundo”, passou a viver a vida que lhe valeu a pena, José corretamente escolheu a vida que lhe vale a pena. Bem Nietzschiano: Vamos viver a vida que vale a pena. A melhor vida é a sua, para mim, a melhor vida é a minha.

Ademais, aquele que não tiver nenhum pecado que atire a primeira pedra. Ou continuem atirando pedras nas Marias Mahins Marieles Malês...

* Professor

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